Subreptícia

Resultado de imagem para maldade no olhar

 

Tu, mulher que se assemelha a uma cobra, com tua língua ferina e bipartida, por quanto ainda espalharás a pestilência de teu hálito maledicente entre os que cometem o infortúnio de te conhecer, serpente?

Tu, que carregas em ti a maldade, a solene maldade dos que consomem, espalham e se nutrem do pior dos féis, que é o da disseminação da discórdia, da intriga, do rematado e acabado vício de denegrir aos demais por toda a infelicidade que acumulaste em tua vida de ressentimentos;

Tu, ser abjeto, que recebestes do destino oportunidades para gerar bons sentimentos, tu que não passastes fome nem tivesses a miséria como companheira, que estudaste nas ciências das artes e das educações, que compartilhaste em tua vida o melhor e que, afundada em tuas próprias idiossincrasias, nada aprendeste;

Tu, que trazes em ti o vício da retaliação, que provocas nos outros engulhos graças às tuas conscientes vilanias, das quais se destaca a inveja, o opróbrio alheio e as perturbações dos espíritos, tu que brincas com a honra e o caráter dos demais que infelizmente convivem contigo por modo tão-só contratual;

Tu que carregas contigo a aberração das aberrações, que é a da alma torta e malformada, dos ódios amanhecidos pelos teus achaques de infelicitações, tu que resides dentro dos becos das tuas amarguras, no escaldar de tuas entranhas murchas e inférteis, tu que fosses a verminose que espalhou a moléstia do mal grado, do entorpecimento das virtudes,

Confesso-te, sinceramente,

Um dia serás maldita entre os teus, pois que aqueles que tem o desprazer de conviver contigo, passaram a te reconhecer como um nada, um desprezível ser-inseto, uma barata, uma ratazana que, por onde passa semeia doenças.

Um dia serás tragada pela tua vilania, e os que te sucederem terão vergonha de terem sido paridos de teu ventre murcho e enlameado pela desídia.

Um dia, e não falta tanto assim, a história dos que viveram próximos a ti, reconhecer-te-ão como uma nuvem negra, um desconsolo, uma perene lembrança de despautérios, um exemplo de maldade.

Um dia, talvez mesmo as sombras cubram a tua boca venenosa e a tua língua bipartida, pois que, para todo o começo há, felizmente, um fim.

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