11 coisas da pornografia que podem atrapalhar o sexo real

Site fonte: papo de homem

Ser mulher pode render uma grande repressão sexual, seja na infância, quando nos falam que colocar as mãos em partes íntimas é “sujo”, seja na adolescência, quando nossos pais ensinam a nos “preservar”. Apesar de tudo isso, acabei rompendo questões que normalmente são pautadas por “isso não é coisa de menina” ou “mulher não se interessa”, e tive minha iniciação no sexo por meio da pornografia.

Foi por acaso, aos 10 anos. Estava pesquisando imagens do jogo Prince Of Persia e encontrei um anúncio para site pornográfico; achei “bacana” e cliquei. Desde então, tenho sido uma dessas várias mulheres da nova geração que consome esse tipo de conteúdo na internet. Nós acabamos tendo um olhar diferente do público alvo dessas produções pornográficas, que são os homens, e fica fácil perceber que os filmes fazem com que várias expectativas sejam criadas em cima do sexo. E elas são baseadas em um conteúdo que, muitas vezes, não condiz com a realidade. Justamente por isso, vejo que o outro lado dessa história (ou seja, eles) também sente os efeitos do falso mundo pornô.

Sempre que toco nesse assunto, gosto de citar o filme “Como Não Perder Essa Mulher”, com o título em inglês “Don Jon”. Ele foi escrito, dirigido e estrelado pelo ator Joseph Gordon-Levitt e conta com Julianne Moore e Scarlett Johansson no elenco. O roteiro narra a história de Jon, um homem viciado em pornografia que nunca está satisfeito com o sexo real, graças às narrativas criadas por produções dessa categoria. Ele conhece a personagem de Scarlett Johansson, que é apaixonada por filmes românticos, e cria expectativas sobre o amor baseada nessas histórias. Moral de tudo? Pornografia está para homens assim como filmes românticos estão para mulheres, considerando essa a tendência imposta por esse tipo de indústria.

Joseph Gordon-Levitt e Scarlett Johansson

1. Nem sempre a mulher vai gemer como se o mundo estivesse acabando

Comecei de leve para não chocar. Mas sabe o gemido da Sasha Grey? Pois é, desiste. O de uma mulher numa relação sexual comum é geralmente leve, baixo, acompanhado mais por respirações ofegantes do que qualquer outra coisa. Claro que em alguns momentos fica um pouco mais alto, mas raramente é aquele berreiro todo.

É provável que homens com algum número de experiências sexuais já tenham percebido que a coisa no mundo real não funciona daquele jeito. Mas para os que ainda estão pouco acostumados, não pensem que estão indo mal; é assim mesmo.

Caso você tenha dúvidas se sua parceira está tendo prazer, já que os gemidos servem de “termômetro”, sugiro que faça o básico: pergunte, cheque se está tudo bem e observe as expressões faciais da sua parceira. Isso é muito importante, bem mais do que os sons que ela pode fazer.

Acontece muito de algumas meninas também acharem que o certo é sair gritando. A dica que eu deixo é aquele mais singelo: “calma, amiga”, essa dramatização toda não é necessária.

2. A anatomia feminina não é exatamente aquilo lá

Sobre seios, nem todos eles são bem desenhadinhos e empinados. Algumas mulheres tem mamilos pequenos, outras tem aureolas grandes. As vulvas nem sempre são rosadas (independente da cor de pele da mulher) e também não são sempre finas e com lábios pequenos.

Assim como o pênis varia de cor e tamanho, o mesmo serve para mulheres. Muitas vezes ouvi caras “frustrados” ou achando “estranho” algo que seja diferente daquilo visto nos filmes.

O que acontece é que boa parte das pessoas simplesmente tem anatomias diferentes. Mas, assim como acontece na moda ou em outras esferas, há um padrão na indústria pornográfica que dita o que é esteticamente agradável ou não. Isso faz mulheres sofrerem, já que muitas delas buscam cirurgias extremamente invasivas para ter um corpo parecido com os das atrizes pornôs.

O que eu quero deixar aqui é que cabe a ambos os lados entender que um corpo não precisa alcançar um padrão, e que nada é pior ou melhor que nada. As diferenças são apenas estéticas, o corpo feminino continua sendo fonte de prazer independente das formas que ele pode ter. Além do mais, na minha mais honesta percepção, o mais divertido é tirar a roupa, ver como cada corpo é diferente e entender como ele funciona desse jeito.

3. Nem toda mulher se depila (e nem é obrigada)

Há um tempo eu vi um ensaio da Bellini, onde ela estava vestida de Frida Khalo e nua. Um dos comentários foi (sic) “NÃO TINHA GILETTE EM CASA NÃO?”, se referindo aos pelos pubianos dela. Mas a questão é que ninguém é obrigado a nada.

Muitas vezes a mulher não teve tempo ou não gosta, mas não deveria ser papel do parceiro dizer que é nojento ou negar ter relações com ela por causa disso.

Pelo contrário! O corpo feminino possui pelos por uma questão de proteção, todo mundo tem (inclusive você). É bem comum mulheres relatarem histórias sobre homens que exigem garotas depiladas, enquanto eles mesmos não se depilam.

Se houve interesse pela garota, cabe a você respeitar a escolha dela em mantê-los ou não. Não precisa ter nojo e nem precisa sair correndo, tenta relaxar e deixar fluir, ok?

4. Ter pênis em tamanho olímpico não dá mais prazer

O pênis é algo que mexe com a autoestima de um cara, e o fato de ser grande é, muitas vezes, “orgulho” pra alguns (titio Freud explica). Mas para a frustração (ou alívio) de vocês, na maioria das vezes o tamanho não faz a mínima diferença. Pelo contrário! Às vezes, genitais muito grandes chegam a tornar o sexo mais difícil e até machucar a parceira. Naquela típica conversa de bar com outras mulheres, várias delas contam que “broxam” com membros muito grandes porque sabem que vai ser desconfortável.

Se o seu problema é ter pênis muito grande, talvez a melhor forma de tornar as coisas mais prazerosas, sem machucar a parceira, seja investir pesado nas preliminares de forma com que a vulva se lubrifique sozinha. Camisinha especial, gel ou vibrador também funcionam bem para deixar isso acontecer.

Por incrível que pareça, a mesma dica serve também para aqueles que tem o pau pequeno. Existem várias formas de fazer uma mulher chegar ao orgasmo, a principal delas é pelo clitóris. Ou seja, nesse caso a penetração não faz muita diferença. Mas caso você queira investir nisso, também existem pequenas próteses que ajudam o pênis a aumentar um pouquinho de tamanho, e elas são vendidas em várias sex shopspor aí (inclusive em algumas lojas online).

5. Sexo lésbico não é daquele jeito

Parece meio óbvio, mas não é. Lésbicas constantemente escutam de curiosos perguntas como “vocês usam cinta de pênis?” ou “vocês usam muitos brinquedinhos?”, como se o sexo lésbico fosse igual ao dos filmes. Lembrando, como dito anteriormente, que o público alvo dos filmes pornográficos acabam sendo os homens e, por isso, há uma presença constante de objetos fálicos (que seria pra representar o homem naquela situação).

Na vida real, as lésbicas (ou bissexuais) não são lá muito fãs desse tipo de coisa, afinal se você se interessa por vaginas não há motivo para enfiar algo que pareça um pênis no meio.

Se você ainda estiver duvidando de  mim, dá uma olhada nesse vídeo:

6. Não é toda mulher que consegue fazer garganta profunda

Em outras palavras: não force. Garganta profunda é um processo complicado, exige técnica, treinamento e calma. Não pode ser feito igual acontece na pornografia, porque em alguns casos pode machucar a garota ou até fazê-la vomitar em cima de você.

O assunto deve ser discutido entre o casal antes, para que a parceira se prepare. Novamente, é possível encontrar vários sites que ensinam formas de se fazer isso. Caso ela não consiga (ou não queira) fazer, não precisa se frustrar; existem outras técnicas de sexo oral que podem ser exploradas a dois.

7. Nem todo mundo curte xingamentos

Tem muita mulher que se sente ofendida ou simplesmente não fica confortável (e nesse caso elas pode acontecer delas não falarem, infelizmente). Basicamente, você tem que perguntar antes. Trocar uma ideia com o parceiro sobre o que ele gosta ou não gosta é o básico.

Se trocar uma ideia for tarefa difícil (seja por timidez, seja pela casualidade do sexo) o melhor é não usar xingamentos. Caso o parceiro deseje isso, ele pode falar quando se sentir a vontade durante a relação, por exemplo.

8. Oral numa vagina não é daquele jeito também

Como tudo na pornografia, o sexo oral é bastante regado a exagero e atuação, ou seja: nada de colocar a língua endurecida pra fora ou fazer aquele liquidificador na vagina da moça, porque tudo o que pode acontecer nesse caso é você pagar um belo de um micão.

Se não estiver muito seguro em relação a isso, aqui tem algumas dicas que podem ajudar.

9. Aquelas posições não são para serem feitas em casa

As posições de filmes pornôs não são muito comuns para serem feitas em casa. Os produtores geralmente pensam em maneiras de fazer o sexo ser filmado explicitamente para câmera, de forma a deixar tudo bem exposto.

Isso sem contar que muitas atrizes possuem uma ótima elasticidade e, a não ser que você namore uma artista circense ou bailarina, posições assim ficam mais complicadas e desconfortáveis.

Porém, para os aventureiros de plantão, nem tudo está perdido. Na internet é possível encontrar uma série de posições e também vários guias sobre o assunto. A dica de ouro é ter paciência e cuidado, além de bastante calma na hora de inovar.

10. Não precisa foder como se o mundo fosse acabar

Não precisa, necessariamente, ir rápido demais, puxar ou jogar na parede para ser bom. O legal é ir descobrindo, brincando, explorando e deixando aquilo crescer entre o casal. Se as coisas rumarem para algo mais selvagem, aí é o momento que cria.

11. Nem toda mulher vai trocar duas palavras contigo e logo querer transar (mas se isso acontecer, tudo bem)

Já lidei com muito homem na internet sem tato, que não sabe como chegar numa garota. Começar investindo pesado e chamando pra cama pode não funcionar muito bem. Tenta conhecer a pessoa um pouquinho, conquistar. Não adianta agir de maneira agressiva, porque provavelmente tudo o que você vai ganhar é um fora.

Caso aconteça da garota ser mais direta, não precisa se assustar também! Se você estiver a fim, por que não? Caso contrário, tente se desvencilhar da situação de maneira educada e evite ao máximo expor a menina.


publicado em 08 de Setembro de 2016, 15:14

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Bella Prudencio

Bella Prudencio tem 19 anos, é do interior do Rio de Janeiro. Estudante de Psicologia e escritora independente.

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